“Água em fartura”: moradores comemoram base de abastecimento em Chã do Miranda

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Morador de Chã do Miranda e operador de bomba de poço, José Alves comemora água: "Vem em fartura".

Há 20 anos vivendo em Chã do Miranda, a agricultora Zioneide da Conceição lembra bem dos períodos de verão, em que a água na torneira nem sempre acompanhava as necessidades mais básicas. “Tinha dia que chegava, e tinha dia que não”, conta. Antes dependentes de poços de cacimba, agora os moradores do povoado comemoram o novo centro de abastecimento do povoado, inaugurado pela Prefeitura de Limoeiro do Anadia em 30 de maio deste ano.

Morador do povoado e operador de bomba, José Alves explica que a água é retirada a partir dos lençóis freáticos, o que permite uma qualidade ainda maior. “Os moradores percebem a diferença porque, além de vir com mais força, a água é boa para o consumo, é retirada de um lugar mais profundo. Além do mais, antes o fornecimento de água era alternado. Um dia ligava um lado do povoado, e em outro dia no outro. Hoje não fica faltando nenhum dia”, relata.

Para Zioneide, a diferença é bastante evidente. “A água é visível para todo mundo. Hoje não temos que cavar cacimba, porque ela vem em fartura. Meu filho casou recentemente e foi para uma casa que não tinha poço. Fiquei preocupada e agora só fico feliz quando escuto ele dizer que caixa está cheia porque a água chega na casa dele também”.

Operador de bomba e morador de Chã do Miranda comemora: “Água vem em fartura”.

De acordo com o superintendente de Abastecimento de Água e Esgoto (SAAE), da Secretaria de Viação e Obras, Rosenildo Oliveira, foram construídas duas bases de abastecimento, ampliando a rede e beneficiando 281 famílias. Há ainda oito bases que já estão sendo projetadas, quatro delas por poços, em Campestre/Areia Branca, Inxundia, Juá e Poço Comprido. Outras quatro serão construídas por adutoras, que são a base de Seusoubera/Tipi, Olho d´Água da Pedra, Baixinha/Timbó de Cima, Jacaré/Timbó de Baixo.

“Totalizado o projeto de construção das 10 bases, 640 famílias serão beneficiadas, aproximadamente 2.060 pessoas”, relata.

Para Neide, o acesso a esse recurso representa muito mais autonomia na vida. “Sem água não somos nada. Precisamos de água para cozinhar a comida, lavar roupas. Sem água, não tem lavoura. Se a gente fosse depender só de chuva, nem teriamos o que comer. Se a gente precisa de um favor, ou alguma cosa, aquilo ali acaba logo, mas quando a Prefeitura vem e traz água, aquilo ali fica e a gente não depende de favor de ninguém mais. Então dá muita independência”, celebra.